RABINO EPHRAIM BEN JOSEPH ELIAKIM

Chacham-Ephraim-2RABINO EPHRAIM BEN JOSEPH ELIAKIM

Por W. M. CHRISTIE 

Editado por Andrew Lewis

 

A partir do segundo século da era cristã, Tiberíades, localizada no Mar da Galileia foi a sede do Patriarcado Judaico, e naquele tempo o maior centro do ensino judaico. Ela deu ao mundo o Mishná, o Talmude de Jerusalém, a Texto Hebraico Massorético e o esplendoroso trabalho: O Direcionamento Massorético. Tiberíades tem mantido a sua posição e lugar de honra até os nossos dias, e poucos nomes conseguem impor o respeito como um  "Rabino de Tiberíades".

 

Em tal ambiente nasceu Efraim ben Joseph Eliakim. Seu pai era um rabino na cidade antiga, um homem de liderança na comunidade judaica de língua árabe. Seguindo a máxima rabínica, que um rapaz deve tomar o lugar de seu pai (Arachin, 16b), Efraim foi desde o início destinado a ocupar a cadeira do rabino, tornando-se um estudante diligente na Bíblia e em assuntos talmúdicos, e no devido tempo atingiu o grau de "Dignidade de Hakham", designação habitual para rabino da região nativa do judaísmo palestino.

 

Estimado e honrado tanto por judeus como por árabes, ele recebeu um lugar de liderança na comunidade, se tornando um dos "Dayanim", sendo especialmente confiado a ele os direitos e interesses das pessoas da comunidade. Coincidindo com estes acontecimentos, ele se casou com a filha do rabino chefe, e como a família tinha de alguma forma adquirido a proteção francesa, ele tinha um bom motivo para olhar para o futuro com a convicção de uma vida de conforto e livre das preocupações que rabinos nascidos de origem turca tinham, quando estavam nas mãos de sub oficiais turcos.

 

Junto com outros deveres, o rabino Efraim assumiu o ensino do Tenach e do Talmude. Sua escola era do tipo comum daquela última década do século passado em Tiberíades. O rabino tinha sua cadeira e os alunos se sentavam ao redor dele em colchonetes no chão, literalmente aos pés de seu mestre. Geralmente, o Tenach só era estudado através do Talmude, mas o Tenach, por próprio interesse dele, o atraiu, recebendo assim, mais que uma mera atenção.

 

Mesmo assim, ele continuou a ser um judeu fanático, odiando os cristãos e especialmente os missionários, planejando perseguições contra qualquer um que se aventurasse chegar perto deles. Suas próprias palavras a mim eram de que ele tinha sido tão amargo, a ponto de "nunca ter permitido que sua esposa e filhos passassem perto do setor de missões do hospital, mesmo que estivessem doentes", um compromisso que a maioria dos outros rabinos estavam prontos a fazer se necessário, sempre que um médico judeu não estivesse disponível. Toda pessoa suspeita de ser simpática ao ensino cristão tinha motivos para temê-lo.

 

No entanto, uma mudança estava por vir. O missionário da Igreja da Escócia em Tiberíades naquela época era o Rev. Dr. William Ewing. Ele tinha como convidado um pastor por nome de Becker de Berlim. Certo dia, foram visitar o centro da cidade e o escritor os acompanhou. Tinham acabado de passar pela escola de Hakham Efraim  e eles fixaram o olhar naquela direção pela janela que estava aberta. A esta altura o Dr. Ewing já falava com certa facilidade e alegremente em árabe com o rabino. Essas palavras bondosas vindas de alguém à quem o rabino costumava olhar de longe com medo e ódio simplesmente tocaram seu coração, e alguns dias depois o Dr. Ewing apareceu como um visitante na porta da casa da sinagoga e foi cordialmente recebido.

 

Os dois homens eram quase da mesma idade e rapidamente as visitas formais se tornaram em conversas amigáveis, o Talmude e o Tenach num primeiro momento, tinham um lugar de destaque, mas todas as conversas conduzidas por ambos os lados se voltavam para as afirmações de Cristo como Messias e Redentor. O seu conhecimento da Bíblia deixava-o em boa posição e as profecias tornaram-se gradualmente mais claras, até que o amanhecer do dia perfeito apareceu.

 

A interpretação judaica mais antiga do quinquagésimo terceiro capítulo de Isaías era conhecida como fazendo referência ao Rei Messias, e não demorou muito para que Hakham Efraim reconhecesse a figura do Servo Sofredor "por suas pisaduras fomos sarados.". Os sofrimentos de seu povo ao longo dos tempos e o desesperançado futuro tocou-o profundamente. Ele olhou para trás ao longo dos séculos e perguntou: "Onde estão as promessas feitas aos pais? Somos povo único, escolhido de Deus, as coisas gloriosas que eram para ser nossas são possessões de estranhos". Aconselhado por seu amigo ele considerou: "O primeiro templo foi destruído e a nação foi espalhada por conta de três grandes pecados cometidos por Israel, mas 70 anos mais tarde, o templo foi reconstruído; depois veio a segunda destruição, e por mais de 1.800 anos, Israel tem ficado sem a Casa Santa. Qual foi a causa desta segunda destruição e da grande dispersão? Idolatria não fora o motivo. Não houve falta de zelo para com a lei ou para com o sacrifício. Os homens eram zelosos por Deus e não deixaram o culto no templo até a hora em que veio a destruição. Por que Deus nos abandonou por tanto tempo? "

 

Ele chorou, orou e lutou com os problemas, não querendo ceder. Ele até fez perguntas sobre essas coisas para os seus irmãos rabinos, mas eles só podiam dar as respostas formais do judaísmo tradicional desgastadas pelo tempo. Ele ainda estava insatisfeito, e o único resultado de suas consultas foi uma suspeita levantada e uma vigilância mais próxima que era feita em seus movimentos. Ainda assim ele lutou, convencido de que algum terrível pecado tinha sido a causa da ira do Deus Todo Poderoso contra o Seu povo. Depois, raiou sobre ele o segredo de tudo isso – "ódio infundado" (Yoma 9b). "Ódio sem causa" é a razão que o Talmude dá para que o Segundo Templo fosse destruído, concluiu ele.

 

"Não se alegrem os meus inimigos de mim sem razão, nem acenem com os olhos aqueles que me odeiam sem causa." (Salmos 35:19). Jesus veio para ser o nosso sacrifício expiatório, assim como os profetas do Tenach haviam profetizado, mas muitos de nossos antepassados ​​o odiaram sem uma causa. 

 

Quando nossos antepassados ​​rejeitaram o Messias, o Templo foi destruído logo depois (Daniel 9), e trouxemos sobre nós e nossos filhos o julgamento do que fala o Salmo 2.

 

"… Os reis da terra se levantam, e os governos consultam juntamente contra o SENHOR e contra o seu ungido, dizendo: Rompamos as suas ataduras, e sacudamos de nós as suas cordas. Aquele que habita nos céus se rirá; o Senhor zombará deles. Então lhes falará na sua ira, e no seu furor os turbará. Eu, porém, ungi o meu Rei sobre o meu santo monte de Sião. Proclamarei o decreto: o SENHOR me disse: Tu és meu Filho; eu hoje te gerei. Pede-me , e eu te darei os gentios por herança, e os fins da terra por tua possessão. Tu os esmigalharás com uma vara de ferro; tu os despedaçarás como a um vaso de oleiro. Agora, pois, ó Reis, sede prudentes; deixai-vos instruir, juízes da terra. Servi ao Senhor com temor, e alegrai-vos com tremor. Beijai o Filho, para que se não ire, e pereçais no caminho, quando em breve se acender a sua ira; bem-aventurados todos aqueles que nele confiam. (Salmo 2)

 

O Salmo 2 descreve governantes tomando conselho contra o Messias. Neste capítulo, DEUS nomeia o Messias como Seu Filho. No final do capítulo, Deus diz que será abençoado o homem que colocar a sua confiança no Filho, mas ele perecerá e terá o juízo e a ira de Deus sobre ele, se assim não o fizer. Nosso Templo foi destruído, o nosso povo foi disperso por causa do "ódio infundado" para com o nosso Messias. 

 

E ainda, uma voz mansa e delicada protestou com Efraim, "Cesse de odiar-me. Me ame e darte-ei paz. ". A luta acabou, ele encontrou a paz que estava intacta até o dia de sua morte.

 

Só em pensar na cena seguinte eu ainda tremo, embora 38 anos tenham se passado. Hakham Efraim tinha dito para a sua família que ele queria ir para Jaffa por alguns dias. Ele era considerado um suspeito e lhe fizeram uma cilada, mas encontrou refúgio na casa da sinagoga. Ao passar a noite na casa da sinagoga, foi decidido que o Dr. Ewing, o rabino e eu partíssemos antes do amanhecer. Tínhamos acabado de deixar o castelo antigo quando um sinal foi dado e fomos cercados por uma multidão furiosa, mais parecida com maníacos do que com homens normais. Fomos imediatamente tirados de cima dos cavalos e Efraim foi atacado e quase feito em pedaços. Só quando um homem imobilizou meu braço, a fúria cessou. Ele era um sujeito francês e perguntas poderiam surgir, mas o caso seria duplamente grave se ocorressem lesões em dois homens de diferentes nacionalidades, isso para eles seria uma dupla complicação. O Dr. Ewing conversou e acalmou a multidão e voltamos para o casa da sinagoga.

 

Uma conferência foi então realizada, no qual sua esposa e um dos dois rabinos participaram. De repente a conferência foi interrompida pela interferência de um tolo árabe intruso que fez alguns insultos para a mulher e tentou se interpor entre ela e seu marido. Então, o Hakham anunciou a jornada como encerrada. Ele tomou o braço de sua esposa e voltou para casa com ela.

 

Em seguida, começou um tempo de feroz perseguição. O rabino Efraim foi  secretamente e subitamente capturado, fato este mantido fora do conhecimento dos missionários. Depois, soube-se que uma falsa acusação de furto havia sido feita contra ele e que tinha sido confinado em uma cela imunda, sofrendo indescritível humilhação. No entanto, sua determinação e seu espírito permaneceram firmes, mesmo sofrendo açoites e passando fome, castigos esses que afetaram posteriormente a sua saúde para o resto da vida. Ainda assim, ele foi fiel às suas convicções. Condenado como traidor, ele foi secretamente removido da cidade para uma colônia judaica em Águas de Merom (Lago Hulah), e seu nome foi riscado da lembrança de seus amigos e companheiros.

 

Muitos meses depois, um dos missionários passando pelo Alto Vale do Jordão viu uma figura abandonada inclinando-se para os seus afazeres no campo sob um sol quente e ficou surpreso ao se aproximar e encontrar ninguém menos que o rabino Efraim. Ele estava muito diferente. As dificuldades que ele tinha sofrido haviam deixado suas marcas em seu corpo, e as linhas de expressão tinham se aprofundado em suas feições castigadas pelo tempo; mas havia uma luz de ansiedade bem vinda em seus olhos. Em resposta às perguntas feitas, ele disse brevemente de suas experiências, mas que estas coisas não o abalaram. Nada intimidado, ele permaneceu firme em seu caminho. Retornar para Tiberíades seria então impossível. Para se manter, ele com boa vontade suportou trabalhar num serviço cansativo pouco usual para uma pessoa desconhecida, mas procurava agradar a Deus fazendo o seu dever de maneira singela. Ele ficou entre as valas do campo acenando um adeus amável para seu amigo que partia e sensibilizado com o encontro, se inclinou novamente para o seu trabalho.

 

Pouco tempo depois, o rabino Ephraim dirigiu-se para Nazaré à luz de um grande propósito em seus olhos, sendo batizado nesta cidade. Logo aprendeu quão grandes coisas ele deveria sofrer por amor de Cristo. Após seu retorno a Tiberíades, sua esposa e filhos foram tirados dele apesar de sua esposa muito o amar; os parentes de ambos os lados da família uniram-se em ameaças e advertências, mantendo um monitoramento bem próximo de seus movimentos. As autoridades da sinagoga pareciam sentir profundamente sua deserção. "Se ele tivesse sido um judeu comum", disseram eles em minha audiência, "nós poderíamos ter entendido isso, mas um rabino, e ainda mais, um em sua posição, que diz que teve que mudar…, por que? Nós nunca ouvimos falar de tal coisa!". Seus filhos eram jovens e foram mantidos fora de sua influência. Eles estavam sempre em seu coração e constantemente em suas intercessões, mas em matéria de fé, a barreira rabínica foi mantida, havendo apenas uma pequeno relacionamento com o filho mais velho durante o período da Guerra Mundial.

 

Ele seguiu o seu caminho para Jerusalém. Para as comunidades cristãs ele era desconhecido. O Dr. Ewing tinha partido permanentemente para a Escócia e o escritor para Aleppo. Suspeita e representação enganosa perseguiram o seu caminho, sendo incompreendido por quase todos. Finalmente, ele entrou em contato com os Schnellers, cujo orfanato e outros trabalhos têm sido uma bênção para todas as classes naquele país há mais de três gerações. Exatamente naquele momento, eles estavam prestes a construir um anexo para criar acomodação extra. Lá, "o Rabino de Tiberíades" agora como diarista, carregava pedras e argamassa. Sua renda era a de um empregado comum, mas nunca reclamou. Ele estava contente com o mais simples jeito de se vestir e viver, e qualquer coisa que pudesse poupar de seus parcos recursos, utilizava-os para a ajuda dos pobres com quem se encontrava e com quem ele tinha conhecimento através de seu testemunho contínuo do Evangelho. Portanto, seu testemunho não era só de palavras, mas também de ação. Sua ligação com os Schnellers continuou, sendo a partir daí empregado por eles em sua fábrica de cerâmica.

 

Durante sua associação com o orfanato, ele veio a ter muito contato com os rabinos em Jerusalém que tinham sido seus alunos em Tiberíades e que através de seus ensinamentos tinham atingido altas posições. Eles estavam muito perturbados e chateados por encontrá-lo neste serviço humilhante e pleiteavam com ele – "Nós imploramos que você tenha pena de sua velhice e abandone este trabalho duro e servil e volte conosco para ser nosso pai e chefe como você era anteriormente.". Ele aceitou as provas de amizade deles com gratidão e até mesmo com alegria, pois eram em parte, pelo menos, evidências de amor por seu antigo professor, mas ele permaneceu firme em sua lealdade a Cristo.

 

Uma feliz mudança veio com a sua transferência para o serviço da Aliança Cristã e Missionária, mais próxima da cidade e daqueles que ele estava ansioso para alcançar. Livre do trabalho manual duro, ele agora poderia dedicar todo o seu tempo e força para fazer missões entre os judeus, a quem ele foi especialmente designado como um evangelista comum. A Aliança alugou para ele uma sala de reuniões no estrada de Jaffa, e neste lugar Hakham Efraim passava os dias apresentando o Senhor Jesus aos seus irmãos, arrazoando com eles sobre as coisas do Evangelho. Haviam muitas disputas e às vezes era apedrejado quando voltava para seus aposentos. Numa ocasião, ele recebeu um corte feio na cabeça, mas ainda assim, nunca pensava em deixar de pregar a Cristo, e nos cultos de sábado à noite o salão ficava cheio, muitas vezes o corredor ficava com excesso de Judeus.

 

Esforços foram novamente feitos para assegurar a sua retratação, ou pelo menos silêncio, pois perseguições tinham falhado. Foram utilizadas conversas francas e persuasões tentadoras, sendo convidado por rabinos, aceitando até mesmo convite da chefia do rabinato com o intuito de conseguir o que seu coração tanto desejava, a oportunidade de anunciar o Evangelho. Ele passou horas com os rabinos provando a eles a partir das Escrituras que Jesus é o Messias. A maioria não se convenceu, mas alguns deles sendo despertados, reconheceram as provas infalíveis por ele apresentadas, e posteriormente, se encontravam reservadamente de tempos em tempos para estudo e oração. Inquiridores aumentavam em número, mas eram dispersados como de costume, simples indicativo de que eles se dirigiam para outras terras onde suas influências fossem notadas nas igrejas. Através daqueles que lá permaneceram, foi criada uma corrente de busca e meditação que tem continuado até hoje.

 

No início da Primeira Guerra Mundial, Hakham Efraim foi para o Egito e foi recebido pelo seu filho mais velho que era na época residente em Port Said. Lá, se deparou com novas tentativas por parte de "estudiosos eruditos" a vencê-lo com seus argumentos, mas as conferências logo cessavam quando se suspeitava que Hakhamin mais novos estavam se inclinando para a posição de Efraim.


Após o término da guerra ele voltou para Jerusalém, onde foi contratado como porteiro no Schnellers. Na porta de entrada de seu pequeno quarto, ele ficava continuamente testemunhando de Cristo, e neste lugar o escritor se encontrou e conversou com ele no verão de 1927 – um encontro prazeroso e alegre depois de 34 anos. Ele estava bem firme na fé, humilde e contente. Sua associação com a Aliança foi mantida de forma voluntária. Dava-lhe grande alegria passar uma parte de seus sábados na sala de leitura da Aliança por nome de Beth Dorshe Emeth. (A Casa dos Buscadores da Verdade). Na medida em que homens e meninos apareciam, ele falava com eles, e muitas vezes permaneciam para a reunião da noite realizando o culto em hebraico, a qual voltou a ser uma língua viva na Terra Santa. Ele era em todos os aspectos um excelente testemunho do poder salvador do Senhor Jesus.

 

O Rev. Esber Domet, um árabe cristão e amigo íntimo do rabino dá um belo relato de sua última conversa que tiveram juntos na noite anterior em que foi chamado para a Glória. Ele me escreveu – "Senti a presença do Senhor próxima àquela cama. Hakham Efraim me pediu para orar com ele. Depois que eu tinha orado, ele também orou da seguinte maneira: 'Ó Senhor Jesus, eu te louvo que Tu tenhas me resgatado. Eu te louvo que Tu tenhas me usado em Teu serviço para a salvação de muitas almas. Suplico-Te, Senhor Jesus, para abençoar a Tua Igreja em todo o mundo e para que a fortaleça e Te agradeço especialmente pela Igreja secreta em Jerusalém. Dê-lhe, Senhor, a fé e os meios para expandir e prosperar a Tua Glória. Amém!

 

Com tais palavras e pensamentos de louvor e adoração ao Senhor, a quem ele tão bem serviu e amou, tanto em boas e más situações e pelos muitos sacrifícios pelo qual passou, veio a conhecer o seu Senhor e ouvir as boas vindas: "Bem está, bom e fiel servo","Eu te darei a coroa da vida".

 

Isso foi em 30 de agosto de 1930. No dia seguinte, o venerável rabino com a idade de setenta e quatro anos, mas que pelas perseguições e aflições aparentava ter maior quantidade de anos que os de sua idade, foi colocado em seu último lugar de descanso. Os Schnellers e os Revs. Sr. Domet e Sr. Gabriel da comunidade árabe cristã estavam lá. O Sr. Gabriel registra um fato peculiar: "Outro túmulo foi escavado bem ao lado dele por outro irmão em Cristo de origem árabe. Judeu e árabe foram colocados um ao lado do outro, e os judeus e os árabes alí presentes estavam de pé com a cabeça baixa diante das duas sepulturas abertas, tocados e quebrantados uns pelos outros".

 

De: "Quando os Judeus Ficam de Frente com Cristo", por Henry Einspruch, D.D.

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