RABINO RUDOLF HERMANN GURLAND

 

RABINO RUDOLF HERMANN GURLAND

http://www.israelight.org.au/ ~ israelig/wp-content/uploads/2012/07/Rudolf_Hermann_Gurland.jpg (1831-1905)

 

Chaim Gurland, filho de um zeloso rabino em Vilna, Lituânia, ainda não tinha cinco anos de idade quando seu pai lhe ensinou a palavra de Deus. Logo já era capaz de ler as Sagradas Escrituras. Amava tanto as narrativas de Elias que um dia ele fugiu de casa "porque queria ir para o céu como Elias!". Levou dias, antes que o menino, quase morto de fome, fosse encontrado.

 

Em sua juventude Chaim teve uma experiência infeliz. Em uma narrativa bíblica ele viu uma imagem do Cristo crucificado que desejava gravar em sua mente, de modo que sorrateiramente entrou no sótão e lá fez uma cópia da imagem. Isso levou muitas horas e seus pais começaram a procurar por ele. Ao anoitecer, seu pai, abalado e decepcionado, de repente se deparou ao lado dele. Aos seus olhos, Chaim tinha cometido um crime terrível. O pai repreendeu severamente seu filho e deu-lhe uma boa surra.

 

Chaim estava destinado a se tornar um rabino. Depois de três anos de estudo num seminário rabínico ele foi ordenado. No dia de sua ordenação e posse como rabino, ele escreveu: "Foi o mais terrível e infeliz dia de toda a minha vida". Ele tinha grandes dúvidas quanto à origem divina do Talmude, mas em obediência a seus pais Chaim tomou esse estrada, sabendo muito bem que ela não poderia satisfazê-lo. Sua consciência muito o incomodava, no entanto, ele aceitou o chamado de rabino em Wilkomir.

 

Entretanto, ele não podia suportar essa função por muito tempo. Ele pregou na Sinagoga publicamente contra o Talmude e desafiou os seus ouvintes a uma discussão, mas ninguém aceitou o desafio. O rabino chefe exigiu uma retratação, mas Gurland se recusou. Ele permaneceu no cargo por mais dois anos, mas depois teve que sair.

 

E agora? Durante alguns anos ele mal conseguia sobreviver como um professor particular. Então, um dia, um mascate judeu trouxe-lhe um Novo Testamento em hebraico. Agora, o ex-rabino lia pela primeira vez o Sermão da Montanha, as Epístolas de Paulo e outras passagens. Sua leitura o levou a novas dúvidas e grande tristeza apoderou-se dele.

 

Logo ele ouviu falar e se aproximou de um pastor por nome de Faltin que estava em contato com muitos judeus em Kishinev. O Pastor Faltin chamou o rabino, que pronta e afetuosamente aceitou o convite. O Pastor Faltin comentou –  "Eu sou bom em desenho e teria prazer em dar-lhe lições de desenho e aulas de alemão, se você por sua vez ler comigo a Bíblia Hebraica uma vez por semana. Gostaria de melhorar o meu conhecimento da língua hebraica". O rabino aceitou a proposta do pastor.

 

No decorrer de suas leituras, eles chegaram ao quinquagésimo terceiro capítulo do livro do profeta Isaías, que é um dos mais maravilhosos trechos da Bíblia. Muitos judeus nunca leram esse capítulo; eles têm medo dele, pois sabem que os cristãos dizem que ele descreve mais claramente o modo e o significado dos sofrimentos, morte e ressurreição do Messias. É estranho dizer, mas os judeus não desejam ouvir isso. Portanto, o rabino Garland pediu ao Pastor Faltin para não ler o quinquagésimo terceiro capítulo. Pastor Faltin disse: "Vou orar para que Deus possa dar-lhe coragem para estar disposto a conhecer a verdade salvadora de Deus". A partir desse momento, o rabino não poderia deixar de pensar sobre aquele notável capítulo, e senti que era covardia ter medo de saber o que Deus tinha revelado nele.

 

Quando o Pastor Faltin voltou na semana seguinte, o rabino Gurland expressou sua vontade de ler o capítulo cinquenta e três com ele. O Pastor Faltin disse – "Deixe-me ler primeiro para você a história dos sofrimentos de Cristo contida no Novo Testamento". Depois disso, eles abriram e leram Isaías cinquenta e três, o qual fora escrito há mais de 700 anos antes de Jesus Cristo nascer. O rabino Garland admitiu que este capítulo foi um retrato perfeito do que Jesus tinha sofrido e conquistado para nós no Calvário. Os dois homens tiveram muitas discussões. O pastor Faltin não tinha pressa, mas em certo momento Garland desejou confessar o Senhor Jesus Cristo se batizando, e após ampla instrução na fé, Garland com 33 anos de idade e sua esposa foram batizados.

 

A agitação e indignação da população judaica foi terrível quando ouviram que o rabino Garland estava indo para ser batizado na igreja do Pastor Faltin e assim confessar publicamente sua fé em Cristo. Muitos judeus ficaram tão furiosos sobre a intenção do rabino Garland que escreveram para ele dizendo que seu batismo seria uma vergonha e uma calamidade para os judeus. Disseram-lhe que um número de judeus haviam jurado que, se ele se atrevesse ir até o fim com isto, eles iriam matá-lo na igreja após seu batismo. O pastor Faltin perguntou ao rabino se ele preferia ser batizado de maneira velada e discreta no presbitério. O rabino respondeu: "Não, Jesus Cristo é vivo e poderoso Salvador. Ele pode me proteger. Se Ele assim não o fizer, estou disposto a sofrer, a morrer por Ele ".

 

Quando chegou o dia para o batismo do rabino, os judeus estavam terrivelmente agitados. A igreja estava superlotada com cristãos e judeus. O culto continuou calmamente. O ministro pregou a Cristo, que veio para buscar e salvar o que estava perdido. Antes do batismo, Gurland fez um discurso curto no qual ele afirmou como ele recebera a luz celestial através da leitura do capítulo cinquenta e três de Isaías, e que ele acreditava ser Jesus Cristo o prometido Messias e Salvador. Durante o ato do batismo e no restante do culto divino, tudo para a glória de Deus  permaneceu calmo. Certa vez Jesus acalmou o mar revolto. Ele agora havia pacificado corações em fúria. Após o culto, uma senhora matriarca idosa disse ao novo hebreu cristão: "Por 18 anos eu orei a Deus e insisti com Ele para salvar sua alma."

 

Daquele momento em diante um novo aprendizado havia começado. Rudolf, como era chamado desde o dia de seu batismo estudou teologia em Berlim e mais tarde foi ordenado Pastor protestante. Naquele dia ele pregou sobre Romanos 1:16: "Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego".

 

Ele se tornou co-pastor de seu amigo e pai espiritual, pastor Faltin em Kishinev. Contudo, isso não o fez esquecer de seus irmãos da casa de Israel. Ele sempre mantinha conversas com eles, levando muitos ao Salvador, batizando-os. Seu trabalho ficou bem conhecido na Alemanha e na Rússia.

 

Poucos anos depois, a Igreja de Kurland o chamou como seu missionário aos judeus. Nesta função, ele deu aulas bíblicas para o povo judeu, e tendo uma grande interação com eles foi capacitado pelo Espírito de Deus para levar muitos para o Senhor.

 

Havia em seu ministério muitas decepções, testes e lutas, mas Gurland foi capaz de semear o amor para os judeus e pelo ministério entre eles nos corações de muitos cristãos e mostrar para muitos judeus o caminho da salvação.

 

Gurland disse: "Muitas vezes Deus dá luz suficiente somente para darmos um passo por vez, mas garante ao fiel um fim glorioso, pois Deus maravilhosamente o leva das trevas para a luz".

 

O ex-rabino vivia em dois mundos. Por muitas vezes ele acendia as chamas do amor nos corações dos cristãos para com o antigo povo de Deus e para o ministério entre eles. Por muitas vezes  ele chamava os seus irmãos judeus para renderem-se ao Messias que morreu por todos, judeus e não judeus.

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